A HISTÓRIA COMPLETA DO FINAL FANTASY XIV

 

ATENÇÃO: As informações contidas aqui foram escritas usando as falas e informações do jogo, histórias contadas no lorebook oficial e até mesmo em interpretações do escritor, em conversas e debates sobre a lore do jogo. Esse processo de escrita é contínuo e, sempre que algum fato novo for mostrado ou alguma informação for corrigida, o texto será editado de acordo com a necessidade do escritor.

 

ÍNDICE

Período Histórico Anterior Aos Jogos

O INÍCIO DA VIDA
— O FIM DO EQUILÍBRIO ENTRE A LUZ E A ESCURIDÃO
— O SURGIMENTO DOS DRAGÕES
AS CALAMIDADES E AS ERAS
A PRIMEIRA ERA UMBRAL: A calamidade do vento
A PRIMEIRA ERA ASTRAL: A era da pedra e do fogo
A SEGUNDA ERA UMBRAL: A calamidade do raio
A SEGUNDA ERA ASTRAL: A era da fé
A TERCEIRA ERA UMBRAL: A calamidade do fogo
A TERCEIRA ERA ASTRAL: A era da ciência
— A ERA DOURADA
— A RESSURREIÇÃO DO IMPERADOR
— A QUEDA DE MERACYDIA
A QUARTA ERA UMBRAL: A calamidade da terra
A QUARTA ERA ASTRAL: A era do esquecimento
A QUINTA ERA UMBRAL: A calamidade do gelo
A QUINTA ERA ASTRAL: A era da magia
A SEXTA ERA UMBRAL: A calamidade da água
A SEXTA ERA ASTRAL: A era do renascimento
A SÉTIMA ERA UMBRAL: A calamidade não elemental

 

 

O INÍCIO DA VIDA

 

No início, a única coisa existente era o mar de Aether. Desse mar, dois cristais se formaram, em lados opostos. Na parte superior, o cristal da luz nasceu e, do lado inferior, o cristal das trevas. Esses cristais criaram formas vivas, uma espécie de espírito próprio – ou vontade – sendo eles Hydaelyn, a vontade da luz e Zodiark, a vontade das trevas. Ambos viviam em harmonia, equilibrando o poder um do outro.

 

Mas o mundo em si não existia. Esse local onde o Aether residia era uma espécie de bolha. A única forma chegar ao lado externo se dava por formações chamadas de espirais aethéricas, uma espécie de furo, que conseguia unir os dois lados. Hydaelyn, querendo gerar vida, criou uma entidade e a enviou ao lado externo, dando início a criação. O planeta, primitivo e ainda sem vida, recebeu o nome daquela iniciou sua criação: Hydaelyn.

 

A entidade, Althyk, conhecido como o guardião, deu seu primeiro passo no lado exterior, criando assim o tempo. Junto de seu corpo havia o peso e, por conta disso, o firmamento ocorreu, onde as terras e planícies se formaram ao redor do aether.

 

Mas não demoraria muito até que outra entidade fosse criada e surgisse da espiral: Nymeia, a fiandeira, em forma de um bebê, chorou por se sentir assustada e de suas lágrimas, um vasto lago se formou. Althyk, se sentindo sozinho em sua criação, adotou-a como filha e a protegeu. Os anos se passaram e a afeição entre eles se tornou amor e, de um ato de pura paixão, duas entidades nasceram: Azeyma, a guardiã, se tornou o sol e Menphina, o amante, se tornou a lua. Dessa forma o dia e a noite surgiram.

 

Várias luas e sóis se passaram até a espiral trazer outra entidade ao mundo: Thaliak, o estudioso, portador de grandes conhecimentos, observou o quieto lago criado pelas lágrimas de Nymeia e deu origem aos rios, para levar a água para os cantos mais afastados. Atraída pela sagacidade de Thaliak, Azeyma confessou seu amor e deu a luz a duas entidades, Llymlaen, o navegador, usou das lágrimas criadas por sua avó e gerou os oceanos e sua irmã, Nophica, a matrona, que ao esperar por alguém, se sentiu solitária e decidiu criar seus próprios companheiros, dando início a vida no mundo.

 

Mal havia a vida se espalhado pelo mundo e pelos oceanos que outra entidade surgiu: Oschon, o andarilho. Os outros deuses se questionaram de sua aparição, pois a espiral havia adormecido. De sua caminhada, surgiram as montanhas. Por conta disso, ventos frios foram gerados e em contato com o calor dos oceanos, levou vida aos céus. Esses mesmos ventos levaram amor ao coração de Llymlaen mas, o desejo vagar não permitiu que os dois se unissem e gerassem filhos.

 

Tudo estava em harmonia. Até que o caos veio.

 

As montanhas de Oschon surgiam e decaiam, os rios de Thaliak ascendiam e inundavam e, os oceanos de Llymlaen continuavam a expandir, tomando conta de toda terra que tocava. Não bastou muito para toda a criação ser destruída. Para trazer ordem ao caos, Nymeia atraiu um largo cometa dos céus e o deu vida, chocando-o com o mundo, para dessa forma, acabar com os excessos criados por seus filhos e filhas.

 

Vários dias e noites se passaram até que o mundo estivesse calmo novamente e os deuses estavam felizes com essa harmonia. Mas, a espiral acordou de seu longo sono e trouxe duas últimas entidades: Byregot, o criador e Halone, a fúria. Temendo que os dois irmãos trouxessem novamente o caos, Nymeia usou do meteoro para criar Rhalgr, o destruidor, para cuidar e educá-los.

 

Byregot, que presava a criação, abnegou de seu pai e acabou sendo tutelado por Thaliak. Juntando seus conhecimentos, ambos criaram as ferramentos para gerar a vida. Halone também acabou se afastando de seu pai e encontrou em Oschon o vigor e o entusiasmo de vagar e conhecer o mundo e, dessa forma, uma oportunidade de testar sua força. Foi infelizmente, em uma dessas viagens, que o desejo por testar sua força, levou Halone a um ciclo de violência sem fim, que criou a morte.

 

Nophica, ao descobrir o que “a fúria” estava destruindo suas criações, ordenou que a mesma sessasse toda a violência, mas isso não ocorreu, criando uma grande inimizade entre elas. Se sentindo culpado por toda a situação, Oschon levantou aos céus uma enorme montanha e dela fez jorrar lava incandescente, que ao esfriar, deu vida ao último dos doze deuses, o deus com aspecto duplo, Nald’thal. Essa último deus foi incumbido de guiar as almas dos que morreram ao além, onde encontrariam a paz eterna. Feliz que agora suas criações não mais vagariam pelo vazio, Nophica concordou em uma trégua com Halone.

 

Dessa forma, o panteão se completou. Para ter de onde observar suas criações, os deuses criaram os sete céus e finalmente puderam descansar no último deles. Cada camada desses céus represente um dos seis elementos. Como cada elemento tem uma polaridade inversa, sete infernos acabaram sendo criados.

 

As lendas dizem que quando alguém é justo e digno, sua alma tem um lugar guardado em um dos seis céus mas, caso alguém seja cruel e perverso, irá ser condenado até a primeira camada dos infernos onde deve sofrer em um caminho árduo até a porta do sétimo inferno, onde seu coração será pesado. Se ele estiver pesado, com todo o arrependimento por suas ações, ele poderá ascender aos céus, caso seu coração esteja leve, ele será condenado à sofrer eternamente no sétimo e mais cruel dos infernos.

 


 

O FIM DO EQUILÍBRIO ENTRE A LUZ E A ESCURIDÃO

 

Enquanto as almas eram levadas aos céus, os corpos voltavam a se tornar energia e retornavam até o centro da terra, de volta ao aether. Dessa forma, sempre existiria uma forma de gerar novas vidas, em um ciclo sem fim. O aether acabou sendo nomeado lifestream, ou fluxo de vida, pelos estudiosos.

 

Mas, de repente, Zodiark começou a cobiçar o poder e começou a drenar o aether para si, quebrando o equilíbrio. Temendo que ele sugasse toda a vida do mundo, Hydaelyn, em uma ação drástica, expeliu Zodiark para o espaço, onde ele se tornou uma lua. Infelizmente esse processo rasgou os véus da própria dimensão, criando treze reflexos, ou realidades paralelas, todas iguais à original, onde Hydealyn estava. Cada reflexo recebeu quantidades de aether para criar a vida em cada um deles.

 

Querendo retornar ao seu local de origem, Zodiark deu origem à entidades conhecidas como Ascians, criaturas das trevas feitas puramente de aether e, após isso, acabou perdendo sua força e entrou em um sono eterno. Por toda a história da humanidade, os Ascians seriam responsáveis por incitar calamidades com o objetivo de criar um fenômeno conhecido como “a reunião”. Essa reunião visa criar uma espécie de compressão dimensional, onde as realidades paralelas se chocariam e retornariam seu aether até a camada original, onde Zodiark poderia finalmente ser despertado e tomar seu local de direito, ao lado de Hydaelyn. Esse processo é conhecido entre eles como “ardor”.

 

Para tentar amenizar os efeitos do ardor, Hydaelyn criou seres conhecidos como Guerreiros da Luz, que tem o papel de surgir quando a humanidade mais precisar, ajudando-os a prevalecer. Esses guerreiros são abençoados com o poder do Echo, que os permite viajar entre planos, retornar a acontecimentos do passado por meio de memórias alheias e o de entender qualquer língua existente.

 


 

O SURGIMENTO DOS DRAGÕES

 

Não se sabe em que época ocorreu, mas, um dia, Midgardsormr surgiu dos céus, trazendo com ele sete ovos. Buscando abrigo, ele pediu ajuda da vontade da luz e, em troca de proteger a espiral de aether localizada no lago Silvertear, ele pode chamar o planeta de lar. Dos sete ovos, nasceram Hraesvelgr, Vrtra, Tiamat, Bahamut, Ratatoskr, Nidhogg e Azdaja.

 

Bahamut e Tiamat partiram em busca de um local para morar e decidiram que o continente de Meracydia seria seu lar. Lar eles devem vida à raça dos dragões. Hraesvelgr, Nidhogg e Ratatoskr partiram para Dravania, onde também deram vida a novos dragões. Não existe citações históricas do que houve com Vrtra e Azdaja.

 


 

AS CALAMIDADES E AS ERAS

 

Seguindo com os planos, os Ascians influenciavam a humanidade e, os atos pecaminosos deles eram punidos pelos doze deuses. Dessa forma, as eras de paz acabaram recebendo o nome de eras astrais e, as eras de sofrimento eram chamadas de eras umbrais. A história de Eorzea é moldada entre essas eras. É importante citar que cada calamidade é associada a um elemento.

 


 

A PRIMEIRA ERA UMBRAL: A calamidade do vento

 

A primeira calamidade ocorrida possui poucos fatos documentados. Conversas com moogles de Moghome contam sobre um desastre que envolveu furacões e que varreu boa parte da fauna e flora do reino. Nessa mesma época, liderados pelo XXXX, alguns moogles desceram e se abrigaram onde seria The Black Shroud. Isso permitiu que os moogles aprendessem a se comunicar com os elementos, o que ainda ocorre atualmente.

 


 

A PRIMEIRA ERA ASTRAL: A era da pedra e do fogo

 

Essa era marcou o início do fim das raças nômades, já que, com a criação do fogo e a habilidade de talhar pedras, pequenas aldeias começaram a se formar. Dessa forma, a agricultura pode se desenvolver, o que tornou a caça obsoleta. Pequenas ciências tornaram o cultivo de animais e até mesmo formas básicas de metalurgia surgissem. Não demorou muito até que pequenas vilas se unissem e os primeiros reinos de formassem, todos comandados por seus reis.

 


 

A SEGUNDA ERA UMBRAL: A calamidade do raio

 

Mas os reinos se tornaram grandes e a população demandava mais e mais. Florestas inteiras foram derrubadas para a criação de novos campos de plantação, montanhas eram perfuradas e removidas em busca de metal e minérios e a metalurgia, em ascensão, expelia fumaça negra nos céus. Não demorou muito até os reis começarem a cobiçar os terrenos e recursos alheios e, o ferro que antes era usado em construções, agora era usada em artilharia. Os reinos então, entraram em guerra.

 

Os anos se passaram e com eles sofreu a natureza. Até o momento em que ela se vingou. Lava fumegante cuspiu fumaça nos céus, os escurecendo. Da escuridão, uma chuva incansável de raios queimou plantações, ferveu lagos e destruiu o mais forte dos prédios. Com medo que os deuses acabassem com toda a vida, as raças buscaram abrigo e segurança em cavernas. Dentro delas, entretanto, estava a peste e as doenças, que consumiam pouco a pouco a todos. A mistura de desespero e fé trouxe a tona as formas mais primitivas de conjuração, o que permitiu a sobrevivência.

 

E a chuva de raios continuou por um ano e doze dias.

 


 

A SEGUNDA ERA ASTRAL: A era da fé

 

Com a ajuda da conjuração, a humanidade pode se reerguer. Os que possuíam esse dom acabaram se tornando líderes, que culparam a fé em reis e a avareza deles pela queda da humanidade. Dessa forma, a fé no superior se tornou forte e as primeiras religiões organizadas se formaram. Para agradar aos deuses, enormes templos foram construídos e, para decorá-los, a pintura e a ourivesaria se desenvolveram. Para proteger os templos, a metalurgia também evoluiu.

 

Não bastou muito para os reinos se reerguerem e a fé ser o motor que guiaria a humanidade ao futuro.

 


 

A TERCEIRA ERA UMBRAL: A calamidade do fogo

 

A fé e o medo deu poder as igrejas e, esse mesmo poder, corrompeu o homem. Religiões entraram em uma espécie de guerra santa, tentando prevalecer sobre a outra. Pessoas eram caçadas e mortas, crianças foram vendidas como escravos e milhares morreram. Sem ninguém para tomar conta dos campos, as plantações morriam e a fome se espalhou. Os deuses viram que mais uma vez a humanidade precisava aprender a mais básica das virtudes: a humildade.

 

Dessa forma, o sol cresceu de tamanho e queimou tudo o que seus raios tocaram. Florestas e plantações completamente carbonizadas e verdes planícies se tornaram nada mais do que poeira.

 


 

A TERCEIRA ERA ASTRAL: A era da ciência

 

O desejo de se aproximar dos céus trouxe a ruína, ou era isso o que os sobreviventes da calamidade do fogo pensavam. Para que esse desastre não ocorresse novamente, a humanidade resolveu focar nos talentos de seu povo, trocando a fé pelos deuses pela fé em si mesmo. Por conta disso, as mentes mais brilhantes puderam prevalecer e a humanidade evoluiu de uma forma completamente diferente do que ocorreu nas duas eras astrais que se passaram. Dentre essas pessoas, uma delas seria conhecida por todos os cantos de Hydaelyn: Xande.

 

A grande inteligência e o carisma de Xande permitiu que ele moldasse uma sociedade nova, que evoluísse por meio da ciência, mas que não renegasse ou esquecesse da magia. Dessa forma, muitos bruxos e bruxas e até mesmo sacerdotes foram acolhidos por ele para criar o tão sonhado futuro. E nada pode negar que eles evoluíram rapidamente. Tão rapidamente que os Allagans se tornaram um império e Xande foi coroado seu imperador.

 

Com a junção da magia e da ciência, os Allagans desenvolveram a aetheroquímica, que tinha usos cotidianos e ajudava a população, como nas áreas da construção, medicina, comunicação e etc. Isso também permitiu que o império Allagan dominasse pequenos países ao redor sem nenhuma casualidade. Esse foi o início do que muitos chamavam de época de ouro.

 

A ERA DOURADA

 

Como era de se esperar de todo ser vivo, Xande sabia que não viveria para sempre. Dessa forma, ele se preocupou em passar sua sabedoria para seus descendentes. Um ano após sua morte, esses supostos descendentes iniciaram a conquista total dos três grandes continentes e, sem muito esforço, subjugaram Ilsabard e Othard.

 

Sem nenhuma terra para dominar, o foco do império agora era o de cuidar bem dos que viviam sob sua sombra. Máquinas foram criadas para trabalhar no lugar dos humanos e, em Mor Dhona, uma enorme torre, feita de cristal, foi erguida para absorver a energia solar e poder prover energia para toda a população – a Syrcus Tower, ou como ficou popularmente conhecida, a Crystal Tower.

 

Mas quando a humanidade não precisa de nada, ela não busca mais nada. As máquinas agora faziam todos os trabalhos e a criação de novos conhecimentos se tornou obsoleta. Os índices de natalidade começaram a cair, enquanto o de suicídios cresceu exponencialmente. Líderes se tornaram corruptos e a população começou a sofrer. Grupos revolucionários começaram a se formar, demandando os direitos da população. Não demoraria muito até que o grandioso império decaísse.

 

Foi então que um dos discípulos de Xande, o tecnólogo Amon, resolveu colocar em ação um grandioso e ambicioso plano.

 

A RESSURREIÇÃO DO IMPERADOR

 

Amon acreditava que a humanidade não precisava evoluir cientificamente, mas sim ser guiada corretamente e, por isso, um líder tão grandioso quanto Xande se fez necessário. Depois de anos de busca, ele iniciou então o plano de trazer o imperador de volta à vida. Os avanços científicos mais recentes conseguiam reanimar células mortas, mas o que ele realmente almejava era a vida eterna.

 

Amon combinou os conhecimentos em quimerismo e clonagem para alcançar esse fim. Como ele não queria que seus experimentos viessem à público, ele juntou esforços e criou o continente flutuante de Azys Lla – um local protegido e longe dos bisbilhoteiros, onde ele teria a liberdade de criar tudo o que quisesse, até mesmo usar de práticas proibidas. Para alimentar esse continente, a energia solar armazenada pela Syrcus Tower se fez necessária. Suas primeiras cobaias foram cidadãos pobres e membros capturados da revolução.

 

Quando a taxa de sucesso se tornou aceitável, ele realizou experimentos com os descendentes diretos do imperador e, depois de um tempo, nele mesmo. Com os resultados se tornando refinados, Amon alterou o túmulo de Xande para uma formação de cristal, que concentraria aether e restauraria sua forma corpórea. Ainda assim, ele sabia que o imperador precisaria de proteção, e iniciou o trabalho de criar esses “guarda-costas”.

 

A primeira vítima foi Scylla, uma arquimaga e inimiga pessoal de Amon, que foi enganada pelo mesmo. Com a promessa da imortalidade, ela teve seu corpo alterado e, no lugar de sua cabeça, várias cabeças de lobo foram implantadas – o único animal que ela tinha fobia. Essa foi uma pérfida forma de vingança, bastante pessoal.

 

A segunda não pode ser considerada uma vítima pois, na verdade, se voluntariou para isso. O comandante da Guarda de Honra Imperial, Glasya Labolas, recebeu o dom da imortalidade em troca de conter os revolucionários. Os experimentos alteraram seu corpo, dando-o uma força descomunal.

 

O último deles foi deixado como guardião da entrada da Syrcus Tower, conhecida como Labyrinth of the Ancients, o líder da revolução – o general Phlegethon – que teve seu corpo e mente alterados por magia e ciência, na criação do soldado perfeito.

 

Depois de um tempo, Amon finalmente conseguiu o impossível: Trazer Xande, o Primeiro, de volta a vida, em um ser imortal e repleto de vigor.

 

A QUEDA DE MERACYDIA

 

O desperto Xande foi deixado a par de tudo o que aconteceu durante seu período de “sono eterno” e logo tratou de tomar seu lugar de direito. O atual imperador foi assassinado e simpatizantes do atual governo convenientemente começaram a desaparecer. Querendo mostrar seu poder e reerguer o império, Xande decidiu que era a hora de expandir seu território para o continente ao sul de Aldenard: Meracydia, o que trouxe ardor e paixão aos súditos do império.

 

No início de sua investida, o exército sintético dos Allagans triunfaram mas, quando os dragões, também moradores do continente, entraram na guerra, nenhuma quimera se mostrou forte contra o potente poder de fogo dos dragões. Xande demandou uma nova tecnologia, que conseguisse vencer os dragões e novos tipos de soldados foram criados. Não demorou muito até que o líder dos dragões, o poderoso Bahamut, fosse vencido.

 

Mas os Allagans não contavam que o desespero das raças que habitavam o continente trouxesse à tona uma força descomunal – os primals, que foram chamados de “eikons” pelos Allagans, que eram seres criados de Aether e que, caso fossem vencidos, eram trazidos à vida novamente pelo clamor e fé de seus protegidos. Dentre eles, três se destacaram: Sephirot, a besta, Sophia, a deusa e Zurvan, o demônio, conhecidos como Warring Triad, ou Tríade Antagônica. Os três foram responsáveis por forçar o exército Allagan de volta à costa do continente. Hoje é sabido que foram os Ascians, infiltrados em Meracydia, que deram o conhecimento às tribos sobre os rituais de invocação.

 

Xande, completamente furioso, exigiu respostas e seus magos e pesquisadores encontraram-a em seus próprios inimigos: se eles prendessem os primals, eles permaneceriam vivos e não poderiam ser invocados novamente. Dessa forma, a primeira arma anti-primal foi criada, a Proto-Ultima, que infelizmente não atingiu os resultados necessários e foi deixada como um regulador de aether em Azys Lla. Usando os dados de sua versão anterior, a Ultima Weapon foi criada, uma arma tão poderosa que podia absorver e utilizar o poder dos primals. Dessa forma, o Warring Triad foi aprisionado junto com alguns súditos e mantidos em estátuas no centro de Azys Lla, como fonte de energia inesgotável. Seus súditos foram capturados pois era de seu sofrimento que os primals eram gerados e, como eles ficariam em sofrimento eterno, os primals não se “dissolveriam” novamente em aether.

 

Mas Meracydia tinha uma última carta na manga – Tiamat, parceira de Bahamut, foi enganada pelos Ascians com a promessa de ter seu amor de volta. Ela então persuadiu seus companheiros dragões e trouxeram o Dreadwyrm Bahamut à vida. Cheio de fúria, ele destruiu com sucesso seus inimigos. Vendo que o “novo” Bahamut era somente uma sombra do original, Tiamat se encheu de tristeza e sofrimento.

 

Xande então, usando das mais recentes descobertas em magias arcanas e de invocação, conseguiu contato com um local denominado Void e sua rainha, intitulada Cloud of Darkness. Um acordo então foi feito: Ele iria prover corpos vazios e ela iria prover as almas para eles, criando um exército descartável e de produção rápida, mas para que o “contrato” fosse assinado, um pacto onde enquanto um descendente do Xande vivesse, a Cloud of Darness nunca seria controlada por ninguém. Não demoraria muito até os dragões não terem cristais o suficiente para manter Bahamut e ele começou a sucumbir ao exército interminável de seres do Void. Como última cartada, os pesquisadores de Azys Lla criaram a máquina de contenção perfeita: Omega Weapon, que derrotou Bahamut em um piscar de olhos.

 

Com Bahamut capturado e agora controlado com a tecnologia dos Neurolinks, colares que controlavam dragões, Xande iniciou então sua última vontade: abrir um portal do Void para que a Cloud of Darkness pudesse fazer chover a destruição, levando o mundo a um estado de limbo, onde ele poderia experienciar a morte novamente e para sempre.

 


 

A QUARTA ERA UMBRAL: A calamidade da terra

 

Para ter energia o suficiente para abrir o portal para o Void, Xande demandou a criação de um satélite que iria usar o aprisionado Bahamut como núcleo e absorver energia solar como a Syrcus Tower nunca conseguiria. Dentro do satélite, batizado de Dalamud, vários dragões aprisionados ficariam em um sono criogênico, onde o sofrimento e o desejo de vingança manteria o grande dragão intacto.

 

Muitos membros do império foram contra e se preocuparam com a loucura de Xande, mas chegaram tarde demais, pois Dalamud, já lançada no espaço, foi ativada remotamente por ele. Temendo o que seu ancestral fizesse, Unei e Doga, duas cobaias da família real que foram clonados por Amon, transferiram suas almas para clones, na esperança de ter o poder de lutar contra seu familiar. O problema era que  Xande e seus pesquisadores calcularam a potência de armazenar energia da Syrcus Tower, mas não calcularam se o terreno ao redor conseguiria suportar. A terra começou a rachar e engolir a torre. Amon usou de magias poderosas para prender a torre no tempo e espaço e fez com que todos dentro dela adormecessem. A torre acabou sendo engolida.

 

A revolução comemorou por pouco tempo, até que uma reação em cadeia gerou terremotos e a abertura de fendas, levando o império Allagan à ruína. Milhões morrendo enquanto a terra sob seus pés afundava. Os que sobreviveram fugiram para Azys Lla, na esperança de escapar dos terremotos. Com a Syrcus Tower sem uso, a falta de energia elétrica e o corte das comunicações deixou todos às escuras e os robôs, que trabalhavam levando alimentos, na agricultura e transporte, agora estavam inutilizados. No continente flutuante, a falta dos guardas robóticos permitiu que as quimeras escapassem e forçou a população a deixar o continente, que permaneceu flutuando, sem controle.

 

Mas, mesmo com tantas mortes, uma descendente de Xande sobreviveu, além dos clones de Unei e Doga, a jovem princesa Salina. Temendo que o poder em seu sangue real mantivesse todos os que estivessem presos na torre vivos, ela procurou em um Miqo’te chamado Desch a esperança de quebrar o nefasto pacto com o Void: Ela daria a ele o poder de sua linhagem real e ele fugiria e manteria isso em segredo, para que ninguém usasse isso para o mal. Por conta disso, um em cada geração de uma antiga tribo dos Miqo’te, dos buscadores do sol, da tribo G, nascem com um olho vermelho, de cor escarlate, conhecido entre eles como o olho Allagan.

 


 

A QUARTA ERA ASTRAL: A era do esquecimento

 

A QUINTA ERA UMBRAL: A calamidade do gelo

 

A QUINTA ERA ASLTRAL: A era da magia

 

A SEXTA ERA UMBRAL: A calamidade da água

 

A SEXTA ERA ASTRAL: A era do renascimento

 

A SÉTIMA ERA UMBRAL: A calamidade não elemental